O campus em Cupertino, datacenters, escritórios em 43 países e até lojas. Todas as instalações da Apple agora são mantidas com energia 100% renovável, de acordo com a própria companhia. E vem mais por aí: a Apple também quer que cada vez mais fornecedores trabalhem com energia limpa.

Esse é o resultado de um trabalho que começou há anos. Em 2011, a Apple já celebrava a queda de 54% na emissão de gases poluentes em suas instalações proveniente de seus projetos de energia renovável. Em 2014, todos os datacenters da companhia já operavam com energia limpa.

No ano passado, a Apple revelou em seu relatório de responsabilidade ambiental que, desde 2016, 96% de suas operações no mundo todo estavam operando com energia renovável. Era questão de meses, portanto, para a meta de 100% ser atingida.

E foi. Ajudou muito o fato de o Apple Park, o gigantesco campus da companhia em Cupertino, ter sido projetado desde o zero para operar com energia limpa. As instalações do local contam com uma gigantesca rede de painéis de energia solar com capacidade total de 17 megawatts, além de uma estrutura de biogás que gera 4 megawatts.

Mas essas não são as únicas fontes. Dependendo do local, a Apple também recorre a energia hidrelétrica ou eólica, por exemplo. Atualmente, a companhia mantém cerca de 25 projetos de energia renovável em várias partes do mundo que, juntos, podem gerar até 626 megawatts. Outros 15 estão em desenvolvimento e, quando finalizados, permitirão que a Apple tenha 1,4 gigawatt à sua disposição em 11 países.

A situação é diferente em fábricas que prestam serviços à Apple. Mesmo assim, a companhia afirma que houve avanços significativos entre os fornecedores. As iniciativas para uso de energia solar na produção de componentes já ajudaram a evitar a emissão de 1,5 milhão de toneladas métricas de gases do efeito estufa, diz o comunicado oficial.

Atualmente, a Apple conta com 23 fornecedores comprometidos com o uso de energia 100% renovável em suas instalações. Entre eles estão empresas como Quadrant, Pegatron e Arkema. Além disso, outros 85 fornecedores se registraram em um programa da Apple para obter auxílio na escolha de soluções viáveis de energia limpa.

Embora a iniciativa tenha grandes proporções, é difícil garantir que, de fato, todas as instalações da Apple operam o tempo todo com energia renovável, pois isso depende de vários fatores, incluindo infraestruturas e legislações locais. De todo modo, não deixa de ser um esforço bem-vindo.

Vale destacar que a Apple não está sozinha nessa. Na semana passada, o Google revelou ter conseguido cumprir a meta de comprar energia 100% renovável para compensar todo o consumo de seus escritórios e datacenters.