Amoêdo, Boulos, Meirelles, Alckmin e Marina defendem uso de novo documento

O primeiro turno da eleição presidencial ocorre em 7 de outubro. Até lá, os candidatos usarão o maior espaço possível para mostrarem suas ideias. Nesta terça-feira (7), cinco candidatos apresentaram propostas de governo no âmbito tecnológico e concordaram com a adoção de uma identidade digital única no Brasil.

Durante o GovTech, os postulantes à presidência afirmaram que a medida reduz a burocracia. O evento foi mediado pelo apresentador Luciano Huck, que teve conversas com os candidatos na seguinte ordem: João Amoêdo (Novo), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). Veja abaixo um resumo de cada proposta:

João Amoêdo

Para o candidato do Novo, o documento digital irá melhorar a gestão da saúde e servirá para substituir CPF, RG e título de eleitor. Segundo ele, o projeto seria realizado com uma parceria público-privada. Ele também defendeu a criação de um ministério responsável por políticas na área digital.

“Acho que podemos incentivar a ampla adoção de sistemas digitais para melhorar a oferta de serviços públicos”, disse Amoêdo.

Guilherme Boulos

Em um possível governo do PSOL, a identidade digital seria batizada de Login Cidadão Digital. Com ela, o candidato espera reduzir a burocracia e aumentar a participação popular em temas de maior discussão.

“Uma democracia 5.0 com participação digital, através de plebiscitos, referendos”, imaginou Boulos.

Henrique Meirelles

O ex-ministro da Fazenda defendeu a digitalização do governo. Para ele, o novo documento permitirá facilitar o acesso a serviços públicos, além do compartilhamento de dados de saúde em hospitais públicos e privados.

“Um cartão que registra todos os dados do usuário, inclusive, por exemplo, o histórico médico”, propôs.

Geraldo Alckmin

Já ex-governador de São Paulo propôs o documento como um recurso para diminuir a burocracia e, consequentemente, destravar a economia. Segundo ele, o Brasil não é mais atrativo para investidores e precisa de reformas para retomar o crescimento.

“O Brasil tem essa cultura de cartório, de estabelecer regras, de custos, de carimbos. Precisamos inverter, facilitar a vida das pessoas, que podem fazer tudo de casa, pelo celular”, afirmou.

Marina Silva

Além de defender a identidade digital única, a candidata da Rede propôs a criação de sistemas que estimulem a participação popular e que tornem os dados públicos mais transparentes. A candidata disse que unirá políticas tocadas individualmente pelos ministérios.

“Um programa de integração das diferentes tecnologias que já estão em uso no governo”, sugeriu.

Durante o evento, os cinco candidatos apresentaram outras propostas na área de tecnologia, como programas de incentivo à criação de startups e de universalização da banda larga no país.