Entidades que representam funcionários dos Correios podem declarar estado de greve ainda nesta semana. As federações negociam reajustes com a estatal e, caso decidam pela paralisação, compras pela internet podem ser afetadas.

A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), que representa sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão e Tocantins, marcou uma assembleia para terça-feira, 7, às 19h, horário de Brasília.

Na ocasião, as centrais sindicais vão debater com os membros sobre a decisão de entrar ou não em greve. Se a classe decidir pela paralisação, os trabalhos devem ser interrompidos já a partir das 22h da mesma terça-feira, 7.

Os sindicatos exigem mudanças na proposta de reajuste salarial apresentada pelos Correios. De acordo com a Findect, a proposta atual é de um reajuste de 60% sobre o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), projetado em 2,21%.

O valor proposto, segundo a categoria, “sequer cobre as perdas salariais decorrentes da inflação” e “não considera a necessidade mínima de reajuste dos trabalhadores”, informou o Findect em nota divulgada em seu site oficial.

Já o sindicato de São Paulo (Sintect-SP), ligado ao Findect, propõe “reposição integral da inflação, reajuste de 5%, mais aumento linear de R$ 300; volta do convênio médico nos moldes do ACT [acordo coletivo de trabalho] anterior” e “manutenção de todas as cláusulas do ACT atual”.

Se as demandas não foram atendidas, a categoria diz que entrará em greve. Em nota encaminhada à Folha de S.Paulo, os Correios disseram apenas que “ainda estão em negociação com as representações sindicais”.