Segundo o Pew Research Center, 44% dos usuários entre 18 e 29 anos afirmam ter deletado o Facebook em seus celulares.

O escândalo envolvendo Cambridge Analytica fez muitas pessoas passarem a usar o Facebook com menos frequência. Isso é o que indica um levantamento feito pelo Pew Research Center, em que 42% dos entrevistados afirmam ter interrompido o uso da rede social por semanas no último ano.

Realizada com 3.413 usuários do Facebook nos EUA com mais de 18 anos, a pesquisa também revela outros comportamentos. Pouco mais de um quarto (26%) dos entrevistados diz ter deletado o aplicativo da rede social em seu smartphone. E esse índice é maior entre os usuários mais jovens.

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Para se ter uma ideia, entre as pessoas de 18 e 29 anos, 44% afirmam ter deletado o aplicativo. No grupo de 50 a 64 anos, esse índice cai para 20%. E, entre os usuários com 65 anos ou mais, somente 12% removeram o app.

A pesquisa foi feita entre 29 de maio e 11 de junho, quando pautas relacionas a problemas de privacidade e interferência russa nas eleições americanas estavam sendo bastante discutidas.

Após a manipulação de dados dos usuários ser revelada, o Facebook simplificou os passos para realizar mudanças nas configurações de privacidade. A rede social também estimulou uma revisão na página, o que foi seguido por 54% dos usuários.

Baixar as informações que o Facebook guarda sobre você também ficou mais fácil. Porém, apenas 9% dos usuários realizaram esse processo. Eles fazem parte de um seleto grupo de pessoas preocupadas com a privacidade na internet. Nesse grupo, o índice de exclusão do aplicativo é de 47% e o de revisão nas configurações, de 79%.

O afastamento de grupos mais jovens certamente não é bom para o Facebook, que vê seu futuro ligado aos usuários mais velhos. Enquanto tenta reverter o prestígio, a rede social tenta evitar que essa percepção negativa chegue a outras propriedades, como Instagram e WhatsApp.