Tarifa de ônibus pode ser paga com cartão de débito ou crédito do tipo contactless; DF também está liberando cartão pré-pago Mais Cidadão.

Desde quarta-feira (19), usuários do transporte público do Distrito Federal podem pagar a tarifa do ônibus com cartão de crédito ou débito. Podem, mas com algumas ressalvas: é necessário que o cartão seja do tipo contactless; além disso, apenas nove veículos suportam a tecnologia, por enquanto.

São nove ônibus articulados da empresa Urbi, para ser exato, todos circulando na linha 0.809 (Recanto das Emas / Rodoviária do Plano Piloto). O plano, porém, é o de aumentar progressivamente a compatibilidade da frota. A intenção é fechar 2018 com 500 veículos dotados da tecnologia e, no ano que vem, fazer todo o sistema de ônibus ser compatível.

Para pagar a tarifa, basta aproximar o cartão de crédito ou débito do validador, tal como é feito com cartões de transporte convencionais. Não é necessário digitar senha. Smartphones ou smartwatches integrados a serviços de pagamentos (como Apple Pay e Samsung Pay) também são compatíveis.

De acordo com a Secretaria de Mobilidade do DF, esta é apenas uma etapa do projeto. A outra é a liberação do cartão pré-pago Mais Cidadão Multifuncional, que já é compatível com contactless payment para uso no sistema de transporte. O cartão também pode ser usado para outros fins, como compras em lojas, pagamentos de contas de água ou energia e recebimento de salário.

Fruto de uma parceria com a Mastercard, o cartão será emitido pela BRBCARD, divisão de cartões pertencente ao Banco de Brasília.

Convém ressaltar que o usuário do sistema de transporte não é obrigado a adquirir o Mais Cidadão. Os validadores dos ônibus aceitam todos os cartões da Mastercard do tipo contactless, mesmo os que não foram emitidos pela BRBCARD.

Cartão Mais Cidadão Multifuncional

Não é surpresa a participação da Mastercard no projeto. Há pelo menos dois anos que a companhia começou a testar soluções de contactless payment em serviços de transporte público de cidades brasileiras.

A Mastercard vê aí um segmento com boas chances de expansão: nas suas estimativas, cerca de 30% dos pagamentos no transporte público do Brasil são feitos em dinheiro, cenário que gera custos operacionais e logísticos, além de problemas de segurança.