Desde 2011, nota-se uma queda considerável no consumo de serviços piratas, como torrent, basicamente porque plataformas como Netflix e Spotify são bem acessíveis e com uma quantidade considerável de conteúdo. Agora, com mais empresas entendendo a necessidade dos clientes, ampliando a gama de opções de serviços e produzindo cada vez mais conteúdos exclusivos para cada companhia, a volta ao torrent tem sido cada vez maior.

Sabemos que o mercado de consumo muitas vezes é uma terra sem lei e precisa de algumas regulações basicamente para não virar um monopólio. Neste caso, ampliar a concorrência é uma das maneiras de manter preços acessíveis e elevar o padrão de produções. O problema aqui, passa pelo fator exclusividade.

A Netflix possui vários catálogos produzidos por outros canais, visando agradar ao público. Como boa parte destes canais responsáveis por diversos shows perderam espaço com a chegada de streamings, os preços ficaram mais caros, impulsionando a produção própria destes serviços. E funcionou muito bem, tanto que outras plataformas fizeram o mesmo.

Com 10 plataformas diferentes, cada uma investindo em suas próprias mega produções e transmitindo exclusivamente para os seus assinantes, quem está de fora tem duas opções: ou passa a ter 10 serviços diferentes ou vai piratear. Agora resta saber como as empresas irão solucionar este impasse para manter o crescimento, sem perder clientela para meios ilegais.