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Facebook prepara criptomoeda GlobalCoin para 12 países em 2020

by Juliana Leite

Os testes da GlobalCoin devem começar este ano, mas o Facebook ainda precisa tratar de barreiras regulatórias.

O Facebook quer permitir a transferência de dinheiro por meio de seus aplicativos e, para isso, trabalha em sua própria criptomoeda. A expectativa da empresa é que a GlobalCoin, como ela deverá se chamar, seja lançada em 12 países no primeiro trimestre de 2020.

Segundo a BBC, que publicou a informação, o Facebook deve apresentar mais detalhes da GlobalCoin até setembro e iniciar os testes até o fim de 2019. As discussões sobre a criptomoeda fazem parte do Project Libra, que existe ao menos desde dezembro de 2018.

 

O objetivo da companhia é permitir que usuários realizem pagamentos a empresas e transferências para amigos e familiares mesmo que não tenham conta em banco. E com os planos de integrar WhatsApp, Instagram e Messenger, é provável que o recurso não seja exclusivo ao Facebook.

Por enquanto, ainda há discussões com órgãos como o Tesouro dos Estados Unidos e empresas como a Western Union. O Facebook precisará superar barreiras regulatórias dos países onde deseja atuar. Na Índia, por exemplo, o governo estuda banir criptomoedas.

O plano é desenvolver uma stablecoin, isto é, uma moeda menos volátil que o bitcoin, por exemplo. O preço da GlobalCoin seria atrelado a uma cesta de moedas já estabelecidas como o dólar, o euro e o iene.

A empresa também analisa questões operacionais e busca maneiras mais rápidas e baratas de converter dinheiro para a GlobalCoin. Além disso, há conversas para convencer empresas de comércio eletrônico a aceitarem a criptomoeda como forma de pagamento.

Entre os envolvidos no Project Libra, está David Marcus, que desde maio de 2018 lidera a divisão de blockchain do Facebook. Ele chefiou o Messenger por anos, mas antes foi CEO do PayPal e um dos conselheiros da Coinbase, uma das principais casas de câmbio de moedas digitais do mundo.

O desafio do Facebook não se limita às regulações e aos acordos com outras empresas. Após escândalos como o da Cambrige Analytica, será preciso também convencer os usuários de que manter seu dinheiro com a empresa de Mark Zuckerberg é, de fato, uma boa ideia.

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